Voltar aos resultados da pesquisa Impressão 3D para saúde vascular

Impressão 3D para saúde vascular

Desenvolvendo avanços nos tratamentos dos aneurismas cerebrais

"Baseado no modelo 3D da Stratasys, fomos capazes de antecipar complicações potenciais e planejar meios ideais para o tratamento do aneurisma de Teresa".
— Dr. Adnan Siddiqui, neurocirurgião da University at Buffalo

A impressão 3D pode ser incrivelmente útil na prototipagem de novos equipamentos médicos e no treinamento de novos médicos, mas seu poder verdadeiramente transformativo se torna aparente quando a vida de um paciente está na corda bamba. O Gates Vascular Institute (GVI) de Kaleida Health, na University at Buffalo, e o Jacobs Institute de Buffalo, Nova York, se reuniram para oferecer uma segunda chance de vida para Teresa Flint. Com 49 anos de idade e três filhos, Flint foi conduzida ao GVI em seguida a um período extenso de diminuição inexplicável da visão, o determinou-se ser resultante de um aneurisma cerebral – uma condição com risco de morte.

Dr. Adnan Siddiqui, neurocirurgião da University at Buffalo

Adnan H. Siddiqui, MD, PhD
University at Buffalo,
Jacobs School of Medicine and Biomedical Sciences


Modelos impressos em 3D baseados em exames de tomografias computadorizadas de pacientes reais, usados para planejamento pré-cirúrgico e testes de equipamentos médicos.

Um aneurisma é o resultado do preenchimento com sangue de uma área enfraquecida de uma artéria, impondo pressão no tecido vizinho. A ruptura de um aneurisma cerebral pode causar hemorragia interna maciça, derrames, e até mesmo a morte. Em muitos casos, os médicos têm várias opções de tratamento, mas como não há dois aneurismas idênticos, o sucesso exige um conhecimento profundo da anatomia vascular única do paciente. "No momento, estamos preparados para complicações de forma teórica", afirmou o Dr. Adnan Siddiqui. "Muitas vezes, apesar do melhor planejamento teórico, nos deparamos com circunstâncias onde não sabemos o que fazer". Com o auxílio da impressão 3D da Stratasys, as equipes cirúrgicas têm hoje uma ferramenta avançada para ajudá-las a encontrar o método adequado para isolar o vaso sanguíneo do paciente, ajudando a reduzir os riscos associados com atrasos e complicações potenciais com várias abordagens cirúrgicas.

A equipe do Jacobs Institute testa abordagens cirúrgicas usando um cateter guia de um modelo impresso em 3D que reflete com precisão a anatomia do paciente.

O futuro do planejamento da cirurgia vascular

A equipe do Jacobs Institute testa novos equipamentos no laboratório cirúrgico usando um modelo impresso em 3D específico para o paciente, projetado para replicar a aparência e a sensação de sua anatomia.

Para compreender melhor a anatomia única e o posicionamento do aneurisma de Flint, o Dr. Siddiqui trabalhou com o Dr. Ciprian Ionita, no Jacobs Institute, para converter os exames de tomografia computadorizada de Flint em um modelo computacional em 3D que eles pudessem manipular e imprimir. Ter um modelo impresso em 3D de seu aneurisma permitiria à equipe cirúrgica planejar e testar o melhor tratamento para sua situação e condição específica. "Desejamos vasos mais precisos, com a mesma resolução das imagens de raio-X. Estávamos verificando a resolução de todas as impressoras disponíveis, e encontramos a Eden 260V", contou o Dr. Ionita. O modelo impresso em 3D replicava a geometria do aneurisma de Flint, mas, o mais importante, ele também imitava a sensação do tecido humano e da estrutura vascular, proporcionando maior confiança à equipe médica na avaliação de como o equipamento cirúrgico deveria interagir com sua anatomia.

O modelo 3D, impresso com fotopolímero flexível TangoPlus, ofereceu aos doutores a oportunidade não somente de investigarem uma réplica em tamanho real do aneurisma, mas também de conduzirem uma série de testes pré-cirúrgicos com várias opções de tratamento.

Confiança na abordagem adequada

Baseado nas imagens 2D, a equipe selecionou um equipamento de embolização de aneurisma como primeira opção para o tratamento do aneurisma de Flint. A equipe usou o equipamento selecionado no modelo impresso em 3D. Durante esse teste, eles descobriram que a solução não seria bem-sucedida. Baseados nas informações desse teste, os médicos de Flint desenvolveram um novo plano que tratou o aneurisma com sucesso. "Baseado no modelo 3D da Stratasys, fomos capazes de antecipar complicações potenciais e planejar meios ideais para o tratamento do aneurisma de Flint", afirmou o Dr Siddiqui. Sem o modelo 3D, a equipe não teria descoberto que o plano inicial falharia antes de usar o equipamento no procedimento, o que teria forçado a equipe a mudar rapidamente de planos e aumentaria a duração do procedimento, bem como o risco associado do paciente.

No final, o aneurisma de Flint foi tratado com êxito graças a sua equipe pioneira de médicos no GVI e no Jacobs Institute. O uso inovador das soluções de impressão 3D da Stratasys permitiu que a equipe desenvolvesse um plano de tratamento que aumentou a probabilidade dessa mãe de três filhos obter um resultado positivo em uma situação que seria, de outra forma, assustadora. Igualmente importante, isso evitou a necessidade de mudança do tratamento às pressas, enquanto o paciente estava na mesa de cirurgia. Para seus médicos, esse é um testemunho do poder da combinação do pensamento inovador com tecnologias avançadas.

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